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Transplante Renal

 
 

O transplante renal é uma das opções de tratamento para o renal crônico e é considerada a mais completa alternativa de substituição da função renal.
Portanto, quando um indivíduo é diagnosticado como portador de insuficiência renal, deve ser avaliado quanto à possibilidade de transplantar rim. Antes de qualquer coisa, o paciente deve ser esclarecido quanto a esta opção de tratamento, para tomar uma decisão madura a respeito. Se estiver disposto, deverá, então, passar por uma avaliação extensa de suas condições clínicas e de suas características imunológicas. Deverá ser avaliado sob o ponto de vista de áreas importantes como a cardiologia, a urologia, a odontologia, a psicologia, e a ginecologia quando indicado, entre outras. Recebe orientações médicas, incluindo a de receber vacinas e tratar problemas clínicos que tenham sido identificados.

Cabe lembrar que existem muitos pacientes que não poderão fazer transplante, por motivos como doença cardíaca, vascular, hepática ou pulmonar avançada, sem
chance de recuperação, e tumores malignos sem possibilidade de tratamento. Existem contra-indicações relativas, que são situações de provável impedimento ao
transplante mas que podem ser discutidas face a casos muito específicos, em que não há outra alternativa mais adequada de tratamento com diálise, como sorologia
positiva para HIV, oxalose primária, doença neuropsiquiátrica grave, anormalidades urológicas importantes, obesidade mórbida, e ausência de suporte familiar ou pessoal para adesão ao tratamento. Existem ainda os motivos temporários para não transplantar, como infecções bacterianas ou tuberculose não controlada, úlcera gastroduodenal em atividade, perda de enxerto por rejeição há menos de seis meses, hepatites virais ativas ou não investigadas, ou transfusão sanguínea há menos de 15 dias.

O rim a ser transplantado pode ter duas origens diferentes, em nosso país:

rim de doador cadáver: trata-se de um órgão removido de indivíduo em condição de morte cerebral (sem perspectiva de recuperação). A família é consultada, e se aceita doar os órgãos o procedimento é feito, como qualquer outra cirurgia. Os candidatos que receberão os rins deste paciente-doador são selecionados com base em suas características genéticas, sendo o principal critério de escolha a semelhança com o doador. O órgão doado é então encaminhado ao hospital em cuja lista o indivíduo renal crônico está inscrito para a realização da cirurgia do transplante.

rim de doador vivo relacionado: trata-se de um órgão ofertado por um familiar do indivíduo renal crônico, mais raramente por um cônjuge. O doador deve fazer isso de livre e espontânea vontade, e passar por uma extensa avaliação antes de ser aprovada a doação, para garantir que (1) exista compatibilidade com o doador, (2) que o risco da cirurgia de doação seja aceitável, (3) que não existam características de risco para doença renal na história clínica e nos exames deste doador, e (4) que não se transmita doenças infecciosas do doador para o receptor.
Feito isso, é marcada a cirurgia de forma eletiva (ou seja, programada).

Possuindo uma equipe altamente especializada, além de contar com um centro-cirúrgico capaz de realizar procedimentos de alta complexidade, o serviço de Transplante Renal do Hospital Santa Marcelina realiza hoje mais de 60 transplantes anualmente.


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