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Medicina Nuclear

 
 

A Unidade de Medicina Nuclear do Hospital Santa Marcelina tem mais de 15 anos de experiência. No ano de 2007, o Hospital Santa Marcelina reformou a Unidade de Medicina Nuclear e adquiriu uma nova gama-câmara.

A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que se baseia no uso de doses baixas de radiação para o estudo funcional de diversos órgãos e o diagnóstico não invasivo de uma série de doenças, predominantemente na área da Cardiologia, Neurologia, Oncologia, Nefro-Urologia e Ortopedia. Também utiliza doses maiores de radiação para o tratamento de doenças específicas, como por exemplo, enfermidades que acometem a tireóide.

A cintilografia é realizada através da injeção de um agente radioativo com afinidade para o órgão a ser estudado, sendo considerado um procedimento de baixo risco. A radiação emitida é detectada por um equipamento denominado gama-câmara, que através de processamento digital permite a formação de imagens cintilográficas e obtenção de dados quantitativos que serão úteis para a avaliação do funcionamento do órgão e obtenção do diagnóstico. Cabe ressaltar que a Medicina Nuclear baseia-se no estudo predominantemente da fisiologia do órgão, no entanto, diversas informações anatômicas também podem ser obtidas.

A Unidade de Medicina Nuclear está rigorosamente de acordo com as novas normas da CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear, e ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, tendo como coordenador o Dr. Genildo Martins Coelho e responsável pelo departamento junto à ANVISA o Prof.Dr. David Serson.

1) Quais são os benefícios do radiodiagnóstico?

Fornece informação sobre a função do órgão, não morfologia;
Permite imagem (não invasiva) de todo o corpo;
Em alguns casos, detecção mais precoce da doença do que com outras modalidades de obtenção da imagem devido à capacidade de visualização de alterações funcionais / metabólicas;
A quantidade de radiação que o paciente recebe num exame de medicina nuclear é menor que a radiação recebida numa radiografia ou uma Tomografia Computadorizada. A quantidade de substância estranha é normalmente tão baixa que não há perigo de interferir significativamente com os processos fisiológicos normais.
Índice muito baixo de reações adversas à droga (quase irrelevantes na prática clínica).

2) O que diferencia a medicina nuclear das outras técnicas de imagem?

Alterações morfológicas incluindo fluxo, permeabilidade e distribuição de fluidos de órgãos ou tecidos (por ex. tamanho, contorno) podem ser demonstradas com excelentes resoluções espaciais pela TC, RM ou ultra-sonografia. Em contraste, a medicina nuclear permite diagnosticar doença com base nos distúrbios funcionais ou metabólicos que geralmente ocorrem antes das alterações morfológicas no curso da doença. Isto se deve aos radio fármacos altamente específicos que permitem detectar anormalidades funcionais bem definidas em vez de fenômenos morfológicos realçados por contrastes menos específicos utilizados na TC ou RM. Assim, a medicina nuclear tem potencial para diagnóstico precoce, o qual pode ser especialmente útil no caso de doença maligna. Além disso, pesquisas rápidas de todo o corpo podem ser realizadas.

3) Quais as principais questões diagnósticas que podem ser mais bem respondidas pela medicina nuclear do que pelas modalidades competitivas?

Caracterização do tecido em oncologia: recorrência tumoral vs. cicatriz vs. inflamação Possibilidade de imagem funcional (por ex. angiogênese, estado da expressão do receptor, monitorização de rádio/quimioterapia).
Diferenciação de tecido viável vs. necrótico em cardiologia.
Quantificação da função orgânica (por ex. função renal).

Para verificar todos os exames realizados, clique aqui!


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