As Irmãs Marcelinas, educadoras e formadoras natas, continuam seguindo a mesma diretriz em todos os âmbitos de seus trabalhos: nas escolas, nos hospitais, nas casas de assistência aos anciãos, nas obras paroquiais, missionárias e assistenciais.
O método abençoado, querido pelo fundador, como viga mestra de sua pedagogia, consiste em educar vivendo junto, sendo sempre uma presença viva e próxima aos educandos, de maneira a formá-los com a força do amor, mais com o exemplo do que com muitos preceitos.
A Congregação das Irmãs de Santa Marcelina realiza sua missão nos continentes americano, europeu e africano, estando presente na Albânia, Benin, Brasil, Canadá, França, Inglaterra, Itália, México e Suíça. No Brasil, atua em nove estados: Bahia, Brasília, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Complexo de Saúde
A história do Hospital Santa Marcelina iniciou-se com a aquisição, em 1958, da chácara Santo Antônio, em Itaquera, em princípio, destinada ao atendimento de irmãs idosas e doentes. Mais tarde, decidiu-se aliar a este trabalho a constituição de uma obra social. Todo o empenho inicial esteve sob a responsabilidade da superiora Sophia Marchetti, idealizadora da obra e primeira administradora do hospital.
Nos primeiros anos, um pequeno grupo de irmãs se dedicava à evangelização das crianças do bairro, às famílias pobres e aos trabalhadores da construção do hospital. Ofereciam assistência básica, médica e de enfermagem, num pequeno ambulatório, montado na ex-moradia do caseiro.
Em 1961, conclui-se a obra do hospital pelo engenheiro-arquiteto, Domingos Marchetti, irmão da Superiora Sophia Marchetti, e a região Leste de São Paulo passou a contar com um atendimento de saúde adequado às necessidades dos moradores.
No decorrer dos anos o hospital se manteve fiel à sua missão e ao seu carisma, promovendo a vida, a saúde e a dignidade dos doentes e dos pobres e formando pessoas para o serviço dos semelhantes.
Na data da inauguração, o hospital contava com 150 leitos, um pequeno laboratório de análises clínicas, uma sala de parto, duas salas de cirurgias e duas salas de emergência. Como recursos humanos, contava com sete médicos, 30 funcionários e 20 irmãs, sendo que elas executavam a maior parte dos serviços, além de cuidar dos doentes. Enquanto se construía o hospital, a Congregação preparou as irmãs que nele atuariam, profissionalizando-as na administração, enfermagem, serviços técnicos, medicina, etc.
Hoje, o complexo de saúde Santa Marcelina é a principal referência hospitalar da zona leste de São Paulo, atendendo a população regional e de outros estados. Os pacientes têm acesso à medicina de alto nível em todas as especialidades, nas áreas diagnósticas e terapêuticas.
São 750 leitos, sendo 77 de terapia intensiva em estrutura comparável aos melhores centros médicos do país. Ainda oferece transplantes de órgãos, medula óssea e tratamentos avançados de câncer. É também importante centro de ensino e pesquisa mantendo 29 programas de Residência Médica e de especialização.
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